Doces e frituras - Os efeitos da Junk food na gravidez

Os danos causados pelas “bobagens” que comemos durante a gravidez podem ser irreversíveis.

Um estudo sugere que uma alimentação à base de "bobagens” como doces, frituras, fast food e comigas industrializadas por mães durante a gravidez e a amamentação pode prejudicar, à longo prazo, a saúde da criança.

Segundo os pesquisadores da Royal Veterinary College, em Londres, uma dieta assim por parte da mãe pode causar problemas como obesidade, alto nível de colesterol e glicose e diabetes na criança.

A pesquisa ressalta ainda que alguns dos danos causados à saúde do bebê podem ser irreversíveis, mesmo que a criança tenha hábitos alimentares saudáveis.

O estudo está publicado na edição de julho da revista científica "The Journal of Physiology".

Para realizar a pesquisa, os cientistas dividiram um grupo de ratas grávidas em dois: um foi alimentado com comida processada, doces e frituras e o outro com uma dieta saudável.

Em seguida eles compararam a saúde dos filhotes dessas ratas.

Nos resultados, observou-se que os filhotes das mães com dieta à base de "junk food" tinham um alto nível de colesterol e triglicerídeos - dois fatores que contribuem para doenças cardíacas. Além disso, os filhotes apresentaram ainda níveis altos de glicose e insulina, que aumentam as chances de a criança desenvolver a diabetes tipo 2.

Os pesquisadores analisaram os ratos além da fase adolescente e observaram que aqueles nascidos de mães que tiveram a dieta mais pobre continuavam mais gordos do que os das mães que se alimentaram bem durante a gravidez. Outra coisa observada foi que, além de mais gordos, esses filhotes tinham uma camada de gordura ao redor dos rins.

A gravidez pode ser um período difícil para as mães, mas é importante que elas saibam que sua alimentação afeta o bebê.

Apesar de o estudo ter sido realizado em ratos, o professor Neil Stickland, que participou da pesquisa, afirma que não há razão para que os mesmos princípios não possam ser aplicados no caso dos humanos.

"Os humanos e os ratos dividem sistemas fisiológicos similares e essa é uma boa razão para assumir que os efeitos observados nos ratos possam ser repetidos nos humanos", disse Stickland.

De acordo com a médica Pat Goodwin, da instituição Wellcome Trust, que financiou o estudo, a pesquisa reforça a teoria de que são muitos os fatores que podem contribuir para uma pessoa se tornar obesa.

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