Infertilidade pode estar ligada a problemas imunológicos

Um casal não consegue engravidar. As mulheres, submetidas a seguidos ciclos de fertilização não conseguem engravidar e não encontram o problema... a causa pode ter relação com um sistema imunológico com propensão a hiper-reatividade, ou seja, elas hiper-reagem à presença do corpo parcialmente estranho que é o embrião.

Em casos assim, o procedimento indicado é fazer uma inoculação de leucócitos – ou seja –  dos glóbulos brancos do parceiro no organismo da mulher para que seu sistema imunológico mude as características de resposta imune e ofereça uma resposta de proteção para o embrião, o que não aconteceria sem o tratamento.

Esse “estranhamento” ocorre porque o feto não é igual à mãe, não possui a mesma compatibilidade de tecidos dela. Sabe-se que metade do feto é igual à mãe, mas metade tem origem paterna e precisa receber uma espécie de credencial que culmina numa resposta imunológica de aceitação.

Existe um grupo de células chamadas natural killers que fica observando as células estranhas ao organismo da mulher que não deveriam estar ali. Quando encontram o embrião que não passou as informações imunológicas necessárias ou, mesmo que o tenha feito, as reações não foram percebidas pela mulher, estas células promovem a expulsão do concepto. O tratamento imunológico visa à correção dessa dificuldade em estabelecer o processo de reconhecimento da gravidez.

O tratamento consiste na administração de uma vacina. Colhe-se sangue do marido, procede-se a uma separação laboratorial dos glóbulos brancos que são concentrados em 0,5mL de soro fisiológico e injetados por via intradérmica, em intervalos regulares, na mulher. Existem exames para acompanhar o processo e demonstrar se ela está produzindo as reações que consideramos importantes. Quando ela tem a resposta adequada é liberada para enfrentar um novo ciclo de fertilização e a chance de conseguir a gravidez pelo menos dobra em relação à tentativa de engravidar sem o tratamento imunológico.

Para a vacinação, o marido retira 80mL de sangue no dia em que vai ser feito o procedimento. Num período de duas a quatro horas, esse sangue é processado. Em seguida, a mulher recebe a aplicação por via intradérmica no laboratório. A injeção é meio dolorida e pode dar uma reação no local, coceira, por exemplo. Além disso, não existe nenhuma outra reação física como febre ou mal-estar.

São feitas duas injeções com intervalo de quatro semanas entre uma aplicação e outra. Depois, aguardam-se mais quatro semanas para medir se a resposta imunológica foi adequada. No primeiro procedimento, isso ocorre com 85% das pacientes. Os 15% restantes requerem procedimento mais intenso e de forma mais concentrada e repete-se o teste para saber se a mulher está liberada para novo ciclo de fertilização.

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