Pílula para espinhas, cólicas e outras

Muitas jovens estão usando a pílula, famoso medicamente para evitar a gravidez, para outros fins como evitar espinhas, diminuir as dores das cólicas e regular o ciclo menstrual – objetivos longe de seu propósito original. Mas será que isso é bom ou ruim? Existe algum risco para quem toma a pílula para outros intuitos senão evitar a gravidez?

Primeiramente, eu gostaria de deixar claro que a razão deste artigo não é fazer apologia ou condenar a prática, mas sim informar e expor a situação de forma clara, para que a pessoa fique ciente do que a ciência sabe, até o momento, de efeitos colaterais e riscos. Em se tratando de uma situação relativamente nova, o caso ainda é controverso no universo médico e não se tem uma palavra final sobre o assunto “Pílulas para espinhas, cólicas e ciclo menstrual).

Porém é fato de que as adolescentes descobriram arbitrariamente que se tomarem pílulas anticoncepcionais, terão como efeito uma melhora no ciclo menstrual, menos dor de cólicas e até mesmo menos espinhas. Quem afirma isso é o Instituto Guttmacher, que em um estudo recente descobriu que 30% das jovens que usam a pílula anticoncepcional não estão interessadas, necessariamente, em evitar a gravidez, mas nos resultados secundários do medicamento como regular o período menstrual, prevenir espinhas e aliviar dores menstruais.

Cerca de 18% das mulheres entre 15 e 44 anos utilizam a pílula anticoncepcional e, dessas, cerca de 7% nunca tiveram relações sexuais em suas vidas.

O índice de mulheres que apresentam complicações relacionadas ao uso da pílula é pequeno. Porém, sabe-se que se de um lado a pílula anticoncepcional, em muitos casos, auxiliam no combate ao cisto ovariano, câncer de ovário, TPM e evita gravidez indesejada com 99% de sucesso; por outro lado pode provocar melasma (que são aquelas manchas escuras no rosto), dores abdominais, e trombose venosa, principalmente nas mulheres que fumam.

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