Sífilis na Gravidez

A sífilis é a prova de que o sexo sem proteção hoje em dia é algo inconcebível. Pois mais grave do que uma gravidez não planejada é uma gravidez não planejada mais uma doença sexualmente transmissível, ou DST, como a Sífilis - coisa que têm sido muito comum nos dias atuais e têm chamado a atenção de médicos e especialistas em saúdo pública.

A sífilis é uma DST provocada por uma bactéria chamada Treponema pallidum. Segundo um estudo realizado em 2004 estima-se que no Brasil 1,6% das mulheres apresentam a doença durante a gravidez e na hora do parto, ou seja, quatro vezes mais do que a incidência de HIV em mulheres grávidas.

Durante a gravidez ou mesmo na hora do parto a sífilis pode ser transmitida para o bebê.

O problema é que muitas vezes os sinais de sífilis são tão sutis que a própria pessoa não percebe, por isso é fundamental também fazer um bom pré-natal, assim o médico poderá identificar se a gestante está com sífilis.

Entre os sintomas da sífilis estão o surgimento de feridas que não doem, mas são muito contagiosas. Essas feridas têm a borda elevada e são chamadas de cancro, que algumas vezes o cancro fica do lado de dentro da vagina e a mulher não se dá conta, mas a ferida pode também aparecer nos lábios vaginais, ânus, períneo e outros lugares..

Se tratada nessa fase, a sífilis pode ser facilmente curada. Porém, se a pessoa não buscar tratamento, a ferida vai sumir durante alguns meses, a pessoa pensará então que está curada, mas é um engano. Isso porque as bactérias continuam lá, se proliferando e entram na corrente sanguínea, dando início à segunda fase da sífilis apresenta sintomas como uma espécie de erupção na pele que não coça, essa erupção costuma surgir na sola do pé e na palma da mão, mas também pode aparecer em outras partes do corpo. Lesões na boca e na vagina também são sintomas da fase secundária da sífilis, assim como novos cancros na área genital.

Nessa fase da sífilis, o portador da bactéria também sente sintomas semelhantes ao da gripe, além de queda do cabelo. Apesar de mais difícil, ainda há cura para a sífilis nesta fase. Porém, se não tratada, os sintomas vão sumir em algum tempo e a pessoa novemante pensará que está curada, mas a bactéria continua ativa e se multiplicando, podendo levar o portador à graves consequencias como problemas nos ossos, na pele e em diversos órgãos, além de neurossífilis (quando o sistema nervoso é atacado) e problemas cardíacos que podem levar à morte.

Como a maior parte da contaminação de sífilis acontece pelo ato sexual, fazer sexo com preservativos pode ajudar, mas a doença também pode ser transmitida de outras formas, como pelo beijo ou pelo simples contato direto com a ferida.

O Ministério da Saúde estima que no Brasil surjam cerca de 50 mil novas gestantes com sífilis por ano. Se você apresentou algum dos sintomas descritos acima, converse com seu médico e solicite um exame. O parceiro da gestante também deve ser examinado.

Sífilis e Gravidez

Durante a gravidez, a bactéria da sífilis pode chegar ao bebê pela placenta ou na hora do parto. Porém, se a mulher e os médicos já souberem da doença, a transmissão vertical que acontece na hora do parto pode ser evitada.

Em média 40% das gestantes com sífilis que não se submetem ao tratamento perdem o bebê antes ou depois do nascimento. Além disso, a sífilis causa um parto prematuro e impede que o bebê se desenvolva dentro do útero.

Bebês que nascem com sífilis apresentam diversas possibilidades de sintomas como erupções de pele, lesões na boca, lesões nos órgãos genitais e lesões no ânus. Há também a ocorrência de linfonodos, anemia, icterícia ou pneumonia grave nos primeiros meses de vida, fígado e baço aumentado.

Se a sífilis não for tratada nos bebês, eles podem desenvolver, com o tempo, deficiência visual, deficiência auditiva, problemas ósseos e neurológicos.

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